“Por que não falar para as pessoas que eu sou um alienígena de Marte? Diga para eles que eu como galinhas vivas e faço danças voo doo à meia noite. Eles vão acreditar em qualquer coisa que falar, pois você é um repórter. Mas se eu, Michael Jackson, dissesse: “eu sou um alienígena de Marte e como galinhas vivas e faço danças voo doo à meia noite”, as pessoas diriam “oh, cara, aquele Michael Jackson é pirado. Completamente louco. Não se pode acreditar em uma palavra que ele diz”.
– Michael Jackson –
Existem vários tipos de artistas – aqueles que entram nesse trabalho por dinheiro e fama, aqueles que já nasceram ricos e são idolatrados por nenhuma razão, e aqueles que realmente valem o pronome. Essa última definição, eles sim são os sortudos, os únicos de sua espécie. São abençoados pois conseguem ver o mundo e o interpretar de uma maneira que pessoas normais não podem.
E no fim do dia, expressam seus sentimentos através de suas danças, músicas, suas palavras e gestos, mas, infelizmente, a visão de sua audiência atualmente é diferente.
O público os vê como robôs, alguma coisa não-humana que vive apenas para ser colocada num altar e adorados. Oh, e aqueles que são colocados em pedestais não devem cometer erros – esse seria o pior dos pecados. E não, não estamos falando de crimes como assassinato, roubo ou sequestro. Estamos falando de imagem limpa, o que suas famílias vestem para o almoço, que carro dirigem, com quem saem e quem são seus amigos, onde passam a noite e sua aparência. Ah, essa última parte. A beleza imposta pela sociedade virou um assunto tão delicado, não é? O talento é medido pelo formato de rosto e o quão definido seus corpos são.
Você tem medo de cometer erros, seus pais também, porque somos ensinados dessa maneira. Se tiramos nota máxima em vários testes, mas falhamos em apenas um, onde o foco fica? As coisas não piorariam debaixo de um holofote? E então, os artistas são os loucos quando se tornam mentalmente doentes.
Porque suas almas conseguem sentir.